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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

AI DIEGO

Boa tarde Diego!!! Esta sua pergunta e muito importante, pois a maioria das pessoas do candomblé se faz esta pergunta. Diretamente eu (Wagner) acho muito importante o awo (segredo), hoje em dia o povo do candomblé, este muito direcionado para a internet com o intuito de descobri o awo, oros e qualidades de santo.
Não se ver mais aquele respeito aos mais velhos, aquela doutrina espiritual e etc...
O porquê do segredo?Vc já parou para pensar se vc entra se na escola e já fosse saber uma matéria do 2° ano do 2° grau?Vc não ia saber a matéria!Se vc logo entra em uma empresa com o cargo de chefe sem saber o serviço? Vc não ia saber como trabalhar! É assim que vejo o segredo de qualidades de santo,
Tudo tem sua hora.

Diego na minha opinião não é ato de superioridade e nem autoritarismo e uma conduta que é passando de axé para axé.
Obs.: Dês do navio negreiro! Rsrsrsrsrsrs

domingo, 27 de fevereiro de 2011

AYRA

Normalmente confundido com Xangô, no Brasil, na verdade é uma divindade à parte, que não pertence à família de Xangô. Ayrà é uma divindade da região de Savé muito embora não existam registros de iniciação para ele nessas terras, seu culto está restrito ao seu templo em Savé, Nigéria. No Brasil, sacerdotes desinformados e sem discernimento criam inúmeras lendas a seu respeito, até dizem que ele seria irmão gêmeo de Xangô, o que é verdadeiramente um absurdo.
Segundo as casas de culto ao orixá, este orixá veste-se de branco e tem profundas ligações com Oxalá. Airá não usa coroa, mas um eketé branco. Suas comidas votivas não são temperadas com dendê, nem com sal e sim com banha de ori africana.(esserto algumas qualidades) Comeria quiabos, assim como Xangô e Iroko.
Segundo um mito, criado no Brasil, Oxalá permaneceu injustamente preso durante sete anos no reino de seu filho, Xangô, sem que este soubesse do fato. Grandes calamidades ocorreram em todo o reino devido a essa injustiça e quando Xangô finalmente descobriu o que havia acontecido com o próprio pai, resgatou-o da prisão e ordenou que fossem organizadas grandes festas em todo o reino, em sua homenagem. A festividade conhecida hoje como Águas de Oxalá remonta a esse acontecimento
No entanto, Oxalá estava muito alquebrado, ferido e entristecido. Apesar de toda a atenção que recebeu, a única coisa que desejava era retornar ao seu próprio reino, em Ifé, onde Yemanjá, o aguardava. Xangô não podia acompanhá-lo pois precisava colocar em ordem o próprio reino e pediu a Airá que fizesse isso em seu lugar.
Foi assim que Airá tornou-se o companheiro de Oxalá, pois a viagem foi muito longa já que Oxalá andava muito devagar (conta-se também que Airá carregava Oxalá nas costas) pelo fato de ainda estar se recuperando dos ferimentos que adquirira durante os sete anos de prisão.
A tradição da Fogueira foi criada por associação ao santo Católico São João, pois na África este ato é inexistente.

 Airá Intilé

Intilé seria apenas um título de Airá, que quer dizer: Dono da casa.

 Airá Ibonã

Ibonã. assim como Intilé, é apenas um título criado no Brasil para associá-lo à Fogueira de São João.

 Airá Lojô

Lojô é apenas um título que faz alusão a chuva benéfica. Quer dizer, Senhor da Chuvas
entre outras qualidades

(ENTRE OUTRAS QUALIDADES QUE VOU POSTAS AO LONDO DA SEMANA )
AIRA TELÚ E ETC...

O SEGREDO DE IROCO

Iroko  
Árvore africana, também conhecido como Rôco, Irôco, é um orixa , cultuado no candomblé do Brasil   pela nação keto  e, como loko , pela naçãojeje . Corresponderia ao Tempo na Angola/Congo.
No Brasil, Iroko é considerado um orixá e tratado como tal, principalmente nas casas tradicionais de nação ketu. É tido como orixá raro, ou seja, possui poucos filhos e raramente se vê Irôko manifestado. Para alguns, possui fortes ligações com os orixá chamados Iji, de origem daomeana: Nanã, Obaluaiyê, Oxumarê. Para outros, está estreitamente ligado a Xangô. Seja num caso ou noutro, o culto a Irôko é cercado de cuidados, mistérios e muitas histórias.
No Brasil, Iroko habita principalmente a gameleira branca, cujo nome científico é ficus religiosa. Na África, sua morada é a árvore iroko, nome científico chlorophora excelsa, que, por alguma razão, não existia no Brasil e, ao que parece, também não foi para cá transplantada.
Para o povo yorubá, Iroko é uma de suas quatro árvores sagradas normalmente cultuadas em todas as regiões que ainda praticam a religião dos orixás. No entanto, originalmente, Iroko não é considerado um orixá que possa ser "feito" na cabeça de ninguém.
Para os yorubás, a árvore Iroko é a morada de espíritos infantis conhecidos ritualmente como "abiku" e tais espíritos são liderados por Oluwere. Quando as crianças se vêem perseguidas por sonhos ou qualquer tipo de assombração, é normal que se faça oferendas a Oluwere aos pés de Iroko, para afastar o perigo de que os espíritos abiku levem embora as crianças da aldeia. Durante sete dias e sete noites o ritual é repetido, até que o perigo de mortes infantis seja afastado.
O culto a Iroko é um dos mais populares na terra yorubá e as relações com esta divindade quase sempre se baseiam na troca: um pedido feito, quando atendido, sempre deve ser pago pois não se deve correr o risco de desagradar Iroko, pois ele costuma perseguir aqueles que lhe devem.
Iroko está ligado à longevidade, à durabilidade das coisas e ao passar do tempo pois é árvore que pode viver por mais de 200 anos.